Power BI · 2026-10-08

Primeira tentativa no Power BI: avalie suas entregas

Analise a primeira tentativa no Power BI por remessa, motivo e transportadora. Trate eventos duplicados e casos sem registro antes de priorizar ações.

Primeira tentativa no Power BI: avalie suas entregas

Primeira tentativa no Power BI: avalie suas entregas

A primeira tentativa no Power BI responde se uma remessa foi entregue quando o transportador tentou atendê-la pela primeira vez. Essa pergunta revela problemas de execução e cadastro que uma taxa geral de atraso pode esconder. Para respondê-la, você precisa reconstruir tentativas reais, sem contar cada atualização de rastreamento como uma nova visita.

1. Defina a primeira tentativa no Power BI

Escreva o que a operação considera uma tentativa válida. Um veículo sair para entrega não comprova que houve uma visita ao endereço. Exija um evento de tentativa reconhecido pela transportadora, com data, identificação da remessa e resultado verificável.

Separe a primeira tentativa de entrega completa dentro do prazo. Uma remessa pode ser atendida na primeira visita e ainda chegar atrasada. Também pode falhar na primeira visita e ser entregue dentro do prazo prometido. O artigo sobre OTIF no Power BI aborda a combinação de prazo e quantidade; aqui, a intenção é diagnosticar o esforço de atendimento e suas causas.

2. Escolha a remessa como unidade de análise

Use uma chave estável para a remessa, diferente da chave do pedido. Um pedido pode ser dividido em dois volumes enviados separadamente, cada um com seu histórico. Se a operação trata os volumes como uma única entrega, documente como os eventos serão reunidos.

Em um exemplo hipotético, o pedido P42 gera as remessas R1 e R2. R1 é entregue na primeira visita, enquanto R2 precisa de duas. A taxa por remessa será de cinquenta por cento nesse conjunto. Classificar o pedido inteiro como sucesso exigiria outra regra e ocultaria o trabalho adicional. Preserve a relação entre pedido, remessa e volume para explicar a diferença.

3. Separe rastreamento, visita e resultado

Crie uma tabela de eventos com identificador, remessa, horário de ocorrência, horário de recebimento e código da origem. Depois, traduza os códigos para uma lista controlada: movimento operacional, tentativa, entrega, retorno ou informação insuficiente. Guarde o código original para auditoria.

Dois registros podem descrever a mesma visita. Antes de contar tentativas, procure duplicidades pelo identificador do evento ou pela combinação validada de remessa, ocorrência e tipo. Não exclua registros apenas porque ocorreram no mesmo dia: duas visitas verdadeiras também podem acontecer nessa data. A chave de deduplicação precisa respeitar o comportamento de cada integração.

4. Ordene pela ocorrência, sem confiar na chegada

O evento que chegou primeiro ao sistema pode ter ocorrido depois de outro. Ordene as tentativas pelo horário de ocorrência e use um desempate estável quando houver igualdade. Um identificador sequencial da origem pode ajudar, se sua semântica estiver confirmada.

Se o desempate não for confiável, classifique a sequência como indeterminada. Não force um sucesso para completar a base. Quando as origens usam horários diferentes, normalize os instantes antes de ordenar. O guia sobre fuso horário no Power Query explica como preservar o instante e derivar a data operacional sem deslocar eventos indevidamente.

5. Calcule o sucesso com uma população definida

Para avaliar tentativas ocorridas no mês, selecione remessas cuja primeira tentativa válida aconteceu nesse período. O numerador contém aquelas entregues nessa primeira tentativa; o denominador contém todas as remessas com primeira tentativa válida e resultado conhecido. Mostre separadamente os resultados desconhecidos.

Em um exemplo hipotético, cem remessas tiveram tentativa registrada: oitenta foram entregues, quinze falharam e cinco não têm resultado confiável. A taxa entre os noventa e cinco resultados conhecidos é aproximadamente oitenta e quatro vírgula dois por cento. A cobertura da informação é noventa e cinco por cento. Apresente também as contagens para que a exclusão dos cinco casos permaneça visível.

6. Não esconda remessas sem tentativa registrada

Um painel restrito a eventos conhecidos pode parecer saudável enquanto remessas aguardam atendimento. Crie outra fila com as remessas elegíveis que ainda não têm primeira tentativa. Defina a elegibilidade pela liberação operacional, em vez de presumir que todo pedido criado já poderia ser entregue.

Essa fila não entra automaticamente no denominador da taxa por tentativa, pois responde a outra pergunta. Ela mostra falta de atendimento ou de integração. Compare a remessa com a previsão operacional e confira a última atualização recebida. Se a transportadora afirma que houve visita, solicite o evento e corrija a origem; não registre uma tentativa artificial no relatório.

7. Classifique motivos com evidência e responsabilidade

Separe motivos como destinatário ausente, endereço insuficiente, restrição de acesso e impedimento operacional. Mantenha uma categoria de motivo desconhecido e evite atribuir culpa com base apenas em texto livre. O código recebido pode representar a percepção do transportador, não uma causa comprovada.

Associe cada motivo a uma verificação e a um responsável. Endereço insuficiente pede validação cadastral; acesso restrito pede conferência da orientação de entrega. Registre se a evidência confirmou a causa inicial. Essa revisão permite distinguir falhas recorrentes de classificação de problemas reais. Mostre o percentual de motivos não revisados quando usar o painel para decidir intervenções.

8. Compare transportadoras em contextos semelhantes

Uma transportadora que atende áreas de difícil acesso não deve ser comparada diretamente com outra que faz entregas em uma região central. Estratifique por tipo de destino, região, modalidade e características da remessa. Preserve amostras pequenas como informação limitada, sem concluir superioridade.

Mostre contagem, taxa e cobertura dos dados lado a lado. Para entender o efeito econômico, relacione as novas tentativas a custos efetivamente registrados, conforme a análise de custo de frete. Não multiplique falhas por um custo médio inventado. Se houver uma estimativa interna, identifique a premissa e separe-a do custo confirmado.

9. Valide o modelo com uma pequena amostra

Escolha remessas com sucesso imediato, duas visitas, duplicidade, evento tardio e ausência de resultado. Reconstrua a sequência manualmente e compare com o painel. Inclua também um pedido dividido para garantir que a contagem respeita a unidade escolhida.

Separe dimensões de transportadora e destino dos eventos, seguindo a orientação de esquema estrela da Microsoft, consultada em 8 de outubro de 2026. A estrutura proposta deve preservar o evento original e o resultado tratado. Concilie as remessas com o sistema operacional e investigue chaves sem correspondência antes de liberar a página.

10. Converta motivos em testes de melhoria

Escolha uma causa confirmada e uma ação observável. Em um piloto hipotético, revise endereços de uma rota antes da expedição e compare períodos com perfil semelhante. Registre quantidade de remessas, mudanças na operação e cobertura dos eventos para interpretar o resultado.

O modelo editável de Logística oferece análises de entregas, transportadoras e frete. A primeira tentativa requer acrescentar o histórico de eventos e as regras descritas aqui. Use o painel para verificar se a ação reduziu falhas específicas; uma melhora simultânea em outras condições não demonstra, sozinha, que o piloto causou o resultado.