Power BI · 2026-10-20

Coluna de índice no Power Query: posições verificáveis

Crie coluna de índice no Power Query com início, incremento e ordem definidos. Confira mudanças entre cargas e diferencie posição temporária de chave estável.

Coluna de índice no Power Query: posições verificáveis

Coluna de índice no Power Query: identifique posições

A coluna de índice no Power Query atribui uma sequência às linhas da tabela em uma etapa da preparação. Ela pode ajudar a conferir posições e organizar transformações, desde que o relatório explique quando a sequência foi criada. O número recebido por uma linha depende do conjunto e da ordem existentes naquele momento.

Este roteiro usa registros hipotéticos para demonstrar início, incremento e mudanças entre cargas. A proposta é escolher uma finalidade clara para o índice e conservar identificações da origem. Antes de usá-lo em uma relação, teste se o vínculo continua correto quando a entrada ganha, perde ou reorganiza registros.

1. Defina a finalidade da coluna de índice no Power Query

Escolha se o campo servirá para localizar uma linha em uma carga, numerar uma lista ordenada ou apoiar um padrão de transformação. Essas finalidades têm referências diferentes. Um índice criado depois de filtrar registros informa a posição na tabela filtrada, e não necessariamente a linha física que existia no arquivo recebido.

Nomeie o campo pela função, como PosicaoEtapa ou LinhaDaCarga. Evite usar um nome que sugira identificação permanente de cliente ou pedido sem evidência de estabilidade. O próprio relatório deve permitir distinguir uma posição produzida pela transformação de um código atribuído e mantido pelo sistema que registra os eventos de negócio.

2. Decida em qual etapa criar a sequência

Liste as transformações que retiram, duplicam ou reorganizam linhas antes de adicionar o índice. Se a finalidade é conferir a entrada, preserve a referência disponível na origem e crie o campo no ponto adequado da leitura. Se a finalidade é numerar uma ordenação específica, faça essa ordenação antes e deixe isso explícito no nome.

Guarde nome do arquivo, identificação da extração e outras referências necessárias para repetir a conferência. Um índice 27, sozinho, não revela a qual arquivo pertence nem em qual versão da carga foi produzido. A combinação entre contexto da carga e posição permite investigar um registro sem presumir que o mesmo número identificará a mesma entidade amanhã.

3. Configure início, incremento e tipo

A documentação de coluna de índice apresenta o comando na guia Adicionar Coluna. O padrão começa em zero e avança de um em um; a opção personalizada permite configurar esses valores. Escolha a convenção de acordo com a finalidade e registre-a junto da etapa.

A referência de Table.AddIndexColumn também permite informar o tipo da coluna. No exemplo seguinte, utilizamos início 1, incremento 1 e inteiro de 64 bits. A escolha deixa clara a sequência esperada para a conferência, sem alterar os códigos textuais que já identificam os registros na pequena base de teste.

4. Crie um exemplo ordenado em M

A linguagem M descreve as transformações do Power Query. O exemplo usa Table.Sort para ordenar os códigos antes da sequência. A entrada é hipotética e contém códigos distintos, evitando empates no critério escolhido para esta demonstração. Crie uma consulta de teste e confira a saída antes de adaptar o padrão.

let
    Fonte = #table(
        type table [Codigo = text, Valor = number],
        {
            {"C", 30},
            {"A", 10},
            {"B", 20}
        }
    ),
    Ordenada = Table.Sort(
        Fonte, {{"Codigo", Order.Ascending}}
    ),
    ComIndice = Table.AddIndexColumn(
        Ordenada, "PosicaoEtapa", 1, 1, Int64.Type
    )
in
    ComIndice

Espere A na posição 1, B na posição 2 e C na posição 3. Os valores permanecem dez, vinte e trinta, respectivamente. A sequência descreve a saída ordenada por código; ela não reproduz a posição inicial em que cada linha apareceu no conjunto da entrada, que começou por C.

5. Acrescente uma linha e observe a mudança

Inclua o código hipotético AA entre os registros e execute novamente a mesma regra de ordenação. A sequência passa a ser A, AA, B e C. B muda da posição 2 para 3, embora continue representando o mesmo código e mantenha o mesmo valor. Essa diferença é consequência da numeração recalculada para o novo conjunto.

Se outra tabela guardou 2 como identificador permanente de B, relacioná-la à nova sequência poderia associar o registro a AA. O teste demonstra por que a finalidade do índice precisa ser conhecida. Para relações entre cargas históricas, utilize uma identificação cuja estabilidade esteja garantida pelo processo, em vez de presumir essa propriedade de uma posição recalculada.

6. Preserve a localização antes de retirar registros

Se a equipe precisa voltar a registros rejeitados, mantenha a identificação da entrada disponível antes de excluir linhas. Depois de remover casos inválidos, um novo índice pode começar novamente em um e não revelar quais posições foram retiradas. A referência preservada ajuda a construir uma saída de revisão com arquivo, registro e motivo.

O perfil de dados complementa a conferência de campos vazios e padrões inesperados. O índice facilita localizar um caso, mas não valida seu conteúdo. Registre o problema encontrado e a evidência necessária para correção, evitando tratar uma linha como confiável apenas porque ela recebeu uma posição única na tabela.

7. Diferencie índice global e índice por arquivo

Uma sequência criada depois de juntar todos os arquivos numera o conjunto consolidado. Uma sequência criada dentro da preparação de cada arquivo pode reiniciar para cada entrada, conforme o desenho da transformação. Escolha a referência necessária antes de implementar e confira o resultado com dois arquivos pequenos de tamanhos diferentes.

Se o índice reinicia, mantenha a identificação do arquivo junto do número. A análise de combinação de arquivos ajuda a revisar esse fluxo. Duas linhas com posição 1 em arquivos diferentes podem ser perfeitamente válidas; retirar uma delas como duplicata apagaria um registro por usar uma chave incompleta.

8. Confira as chaves utilizadas em associações

Antes de mesclar tabelas, identifique quais campos representam o vínculo de negócio e quais foram criados apenas para a preparação. O roteiro de mesclagem no Power Query ajuda a conferir a quantidade de correspondências. Uma coluna sem repetições dentro de uma carga não comprova uma associação correta entre fontes diferentes.

Se o modelo utiliza um identificador gerado em uma dimensão, confira como o mesmo identificador chega à tabela relacionada e como o vínculo é preservado na atualização. Documente esse processo antes de publicar. Criar índices independentes em duas tabelas não demonstra que posições iguais representam as mesmas entidades ou os mesmos eventos.

9. Teste empates, reordenação e exclusões

Acrescente códigos repetidos, altere a ordem de entrada e remova um registro do meio do conjunto. Confira quais posições mudam e se isso afeta alguma etapa consumidora. Quando a ordenação utilizar campos com empates, defina os critérios necessários para a finalidade pretendida, sem inventar uma prioridade que não existe na fonte.

Para escolha entre versões repetidas, consulte remoção de duplicatas com regra de versão. Um índice pode identificar a posição de uma ocorrência no teste, mas não decide qual versão deve prevalecer. Preserve separadamente o critério aprovado de escolha e a referência que permite localizar os registros envolvidos na revisão.

10. Entregue a convenção junto dos testes

Registre nome da coluna, etapa de criação, início, incremento, ordenação e alcance da sequência. Inclua uma carga sem linhas e confira o esquema esperado pelas transformações seguintes. Os testes devem mostrar tanto o resultado inicial quanto o efeito de uma inserção, para que outra pessoa entenda quais propriedades permanecem e quais são recalculadas.

A numeração fica útil quando sua referência pode ser explicada e reproduzida. Use o índice para a finalidade aprovada, preserve os códigos e o contexto da entrada e revise dependências quando a transformação mudar. Assim, a posição ajuda a investigar a preparação dos dados sem introduzir uma associação histórica que o processo não consegue sustentar.

Documentação técnica da Microsoft consultada em 20/10/2026.